Mostrar mensagens com a etiqueta anatomia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta anatomia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Anatomia Interna do Olho


O globo ocular pode ser dividido em 3 espaços distintos:

  • Câmara Anterior: Humor Aquoso 
  • Câmara Posterior:  Humor Aquoso (as câmaras são separadas pela íris)
  • Cavidade Vítrea: Espaço de grandes dimensões, responsável por cerca de 4/5 do volume total do olho. Situa-se entre a face posterior do cristalino e a retina. É ocupado pelo Humor  Vítreo, constituído maioritariamente por ácido hialurónico. Quando é perdido, não é novamente formado, ao contrário do aquoso.

As câmaras anteriores e posteriores estão separadas anatomicamente por um plano coronal que passa no centro do cristalino

Existem várias camadas do globo ocular:

  1. Fibrosa – constituída pela esclerótica e córnea
  2. Vascular – coróide+ corpo ciliar + iris
  3. Camada nervosa (+ interna) com função Neurossensorial – formada pela retina

1. Camada Externa – fibrosa:
A camada externa (fibrosa) é constituída pela córnea e a esclerótica e serve para proteção do olho.
Esclerótica:

  • Estrutura fibrosa, de coloração opaco, branco. 
  • Formada por tecido conjuntivo denso, quase acelular, pouco vascularizado.
  • é perfurada por vários vasos ou nervos, nomeadamente o nervo ótico que a perfura posteriormente.
  • é local de inserção dos músculos extra oculares. É coberta por uma camada translúcida, a conjuntiva bulbar, que medialmente vai formar a carúncula e a prega semi lunar.

Córnea:
É a estrutura mais anterior do olho, transparente (devido ao seu conteúdo hídrico do estroma ser cerca de 70%) , avascular, mas muito inervada (pela divisão oftálmica do trigémio). Qualquer pequeno contato com a córnea provoca oclusão imediata do olho, e qualquer lesão à córnea causa dor intensa, lacrimejo, fotofobia. Funciona como uma janela otica e é a estrutura com maior poder refrativo de todo o olho (42D). O limbo corresponde à zona de junção da esclerótica com a córnea.
É subdivida em 5 camadas; 3 camadas celulares e duas membranas que separam essas camadas:

  1. epitélio corneano formado por um epitélio anterior estratificado pavimentoso não queratinizado – (5 a 6 camadas celulares), que regenera rapidamente quando lesado, desde que as células estaminais do limbo se encontrem íntegras
  2. membrana de Bowmann: membrana vermelha acelular, constituídas por fibras de colagénio do tipo I, não regenera. Qd lesada deixa cicatriz, chamado leucoma.
  3. estroma: formado por mais ou menos 200 camadas de fibras de colagénio. Regenera lentamente
  4. membrana de Descemet: membrana basal do epitélio posterior, camada acelular homogénea que separa a substancia própria do endotélio.
  5. Endotélio cornano: epitélio posterior simples pavimentoso. Responsável pela transparência da córnea, não regenera e a sua densidade celular vai diminuindo com a idade.

Cristalino:
Estrutura epitelial, ectodérmica, sem vasos ou nervos, é uma lente biconvexa, transparente, que é mantida em posição dentro do globo ocular por um sistema suspensor.
A curvatura da face posterior é superior à curvatura da face anterior e é a estrutura a seguir à córnea com maior poder refrativo.
Radialmente ao cristalino encontram-se as fibras zonulares que se inserem no equador ligando o cristalino ao corpo ciliar.
O cristalino diferencia-se durante a gestação:

  1. numa camada anterior de células epiteliais (camada germinativa com atividade mitótica durante toda a vida), 
  2. numa cápsula acelular que vai corresponder a uma membrana basal robusta, e 
  3. numa camada de células posteriores que vão sofrendo citodiferenciação em fibras do cristalino durante toda a vida. 

Ou seja, à superfície apresenta então células mais jovens com atividade mitotica e vai haver deposição concêntrica central das células mais antigas aumentando portanto o peso e densidade do cristalino com a idade. Sendo assim podemos então identificar do centro para a periferia estas camadas ou núcleos:

  • Núcleo embrionário
  • Núcleo fetal
  • Núcleo infantil
  • Núcleo adulto
  • Córtex, epitélio e cápsula. 


Camada Média
A camada média (ou vascular ou tracto uveal ou úvea) é formada pela íris (anterior), corpo ciliar e a coróide (posterior).

Íris:
Estrutura circular que se projeta anteriormente a partir do corpo ciliar, e que corresponde à parte colorida do olho, pigmentada, altamente vascular. Protege o olho da entrada de raios luminosos
Tem uma abertura central, a pupila que permite a entrada dos raios luminosos. A pupila tem uma aparência preta mas é totalmente transparente e todas as imagens que vemos passam através dela.
É constituída por duas camadas principais:

  • uma camada anterior, estromal de origem mesodérmica
  • uma camada posterior epitelial pigmentada, de origem ectodérmica, e por ser opaca protege o olho da entrada excessiva de raios luminosos

A cor da iris varia entre indivíduos, de acordo com o conteúdo de melanina nos melanócitos da camada estromal e da camada epitelial

  • Tem 2 músculos formados por tecido muscular liso responsáveis pela abertura pupilar: 
  • musc. esfíncter da pupila que é uma camada circular, inervado pelo parassimpático, que quando contrai diminui a abertura pupilar: miose
  • o musc. dilatador da pupila é organizado num padrão radial, inervado pelo simpático. A sua função é controlar a entrada de luz no olho e tem papel preponderante na acuidade visual. Quando contraído ocorre midríase (aumento do tamanho pupilar). 

Corpo ciliar:
É um espessamento da coróide, encontra-se localizado entre a coroide e a raiz da íris, que forma um anel completo em torno do olho.
É composto pelo músculo ciliar (musc liso controlado pelo SN parassimpático e estas fibras chegam a este local acompanhadas pelo nervo oculomotor) e pelos processos ciliares (porção pregueada da coroideia ou pars plicata), dos quais partem as fibras zonulares que se vão inserir na membrana basal do cristalino.
A contração do músculo ciliar leva a diminuição do tamanho deste anel, que se traduz no relaxamento das fibras zonulares, e leva a alteração da forma do cristalino com aumento do seu poder refratário, com focagem dos objetos próximos – acomodação.

Coroide: maior porção da túnica média do olho,
É uma fina camada, pigmentada, altamente vascular
A sua vascularização arterial vem das artérias ciliares posteriores curtas que são ramos da artéria oftalmica, artérias ciliares posteriores longas, artérias ciliares anteriores – formam anastomoses entre elas todas formando um circulo arterial maior e menor.
A drenagem venosa da coroide faz-se através de 4 veias – as veias vorticosas – drenam nas veias oftálmicas superior e inferior que vão drenar no seio cavernoso.
Tem como função a nutrição das camadas mais externas da retina.

Camada interna
A camada interna (nervosa) é constituída pela retina que é a parte nervosa.

Retina:
É a membrana mais interna do olho, onde se encontra o nervo óptico, responsável por enviar os estímulos luminosos ao cérebro. Composta por uma parte fotorreceptora e uma não fotorreceptora (que é mais anterior), que se fundem na ora serrata (que corresponde à terminação anterior da retina neurosensorial).
Pode ser dividida numa camada mais externa, pigmentar e numa camada mais interna, sensorial. É formada por cerca de 10 camadas distintas.

Na componente sensorial existem os fotorecetores, que recebem os sinais luminosos e os transformam em sinais eletricos. Existem 2 tipos de células:

  • cones (menor numero, responsáveis pela visão cromática e acuidade visual central; encontram-se principalmente na mácula e na fóvea central – pólo posterior) 
  • bastonetes (que são mais numerosos e mais fotossensíveis que os cones, sendo responsáveis pela visão em situações de baixa luminosidade – condições escotópicas); encontram-se na periferia.

O processo de fototransdução começa com a absorção dos fotões pelos fotopigmentos o que provoca alterações moleculares neste pigmento com libertação de mediadores que vão provocar alterações na membrana celular com consequente hiperpolarização

A retina é uma estrutura complexa formanda histologicamente por cerca de 10 camadas distintas:

  • Membrana de Bruch – membrana basal que separa a retina da coroide
  • Epitélio pigmentar da retina – camada única de células altamente pigmentadas sob as quais se encontra a camada de células fotoreceptoras
  • Fotoreceptores
  • Membrana limitante externa – formada pelos prolongamentos das células gliais através dos quais se projetam os fotoreceptores
  • Camada nuclear externa – núcleos de fotoreceptores
  • Camada plexiforme externa – sinapses dos fotorecetores e células bipolares.
  • Camada nuclear interna – núcleo das células bipolares +  núcleos das células horizontais e núcleos das células amácrinas.
  • Camada plexiforme interna – sinapses entre as células bipolares e as células ganglionares
  • Camada de células ganglionares – local onde partem os axónios que entram na formação da camada de fibras nervosas – partem daqui as fibras que vao formar o nervo óptico
  • Membrana limitante interna – barreira entre a retina e o vítreo.


 As camadas internas da retina são irrigadas pela artéria central da retina que tem origem na artéria oftálmica. Entra no olho ao nível do disco óptico e divide-se  em 4 ramos:

  • Temporal superior
  • Temporal inferior
  • Nasal superior
  • Nasal inferior

O sistema venoso está organizado de uma forma semelhante, possuem uma veia central da retina que se reúne ao nível do disco óptico e drena diretamente no seio cavernoso.
As veias são mais escuras do que as artérias quando visualizamos o fundo ocular e apresentam pulsação ao nível do disco óptimo. O que vemos na oftalmoscopia não são as paredes dos vasos mas sim o sangue a correr dentro deles.
O diâmetro venoso é em regra 1.5 vezes superior ao diâmetro arterial.
As camadas mais externas da retina são alimentadas por difusão a partir das camadas de capilares da coroide (coriocapilares).

Cristalino
O cristalino (não está em nenhuma camada) é uma espécie de lente que fica dentro de nossos olhos. Está situado atrás da pupila e orienta a passagem da luz até a retina, é transparente, avascular, sem inervação, formado por duas superfícies convexas (sendo que a posterior apresenta maior curvatura). A seguir à córnea é a estrutura com maior poder refrativo. Está suspenso ao corpo ciliar através da zónula.
Apresenta 3 camadas:

  • Camada anterior de células epiteliais -  Actividade mitótica,  
  • Camada posterior -  Citodiferenciação em fibras do cristalino durante toda a vida (aumento da densidade e peso do cristalino; Assim as fibras mais antigas vão-se depositando no centro, podendo-se definir vários centros - Núcleo Embrionário, Núcleo Fetal, Núcleo Infantil, Núcleo Adulto, Córtex,  Epitélio,  Cápsula),
  • Cápsula -  Membrana basal.

Tem a função de concentrar os raios luminosos e direcioná-los. É a estrutura responsável por ajustar o foco da visão.
À medida que os objetos ficam mais próximos, o cristalino fica mais espesso, e para objetos a distância fica mais delgado a isso chamamos de acomodação visual

Agora que já sabes mais um pouco sobre a anatomia interna do olho falaremos um pouco sobre a fisiologia do olho.

Anatomia Externa do Olho


Olho humano
O olho humano tem diâmetro antero-posterior de aproximadamente 24,15 mm, diâmetros horizontal e vertical ao nível do equador de aproximadamente 23,48 mm, circunferência ao equador de 75 milímetros, pesa 7,5 gramas e tem volume de 6,5 cm³.

Na anatomia externa do olho podemos identificar:

  • Pálpebra superior e inferior – entre elas a fenda ou fissura palpebral. As pálpebras unem medial e lateralmente nas comissuras palpebrais.
  • No bordo palpebral temos os cílios.
  • Esclerótica -  estrutura fibrosa de coloração esbranquiçada recoberta por uma camada translúcida.
  • Conjuntiva – medialmente vai formar duas estruturas: a carúncula e a prega semilunar
  • Iris é a estrutura colorida, contráctil que protege o olho da entrada excessiva de luz
  • Pupila é o espaço na zona central da íris que permite a entrada dos raios luminosos

O globo ocular encontra-se protegido pela cavidade orbitária, fica acondicionado dentro de uma cavidade óssea, com a forma de uma pirâmide quadrangular com a base anterior (delimitada pelo rebordo orbitário) e vértice posterior (que corresponde ao buraco ótico), e protegido pelas pálpebras. Existem 7 ossos distintos que formam a cavidade orbitária:

  1. Frontal
  2. Zigomático
  3. Maxilar
  4. Esfenóide
  5. Lacrimal
  6. Etmoide
  7. Palatino

A órbita pode ser dividida anatomicamente num teto, pavimento, parede medial e parede lateral.
A proximidade da órbita com estruturas adjacentes é clinicamente relevante, nomeadamente a sua relação com os seios perinasais e as fossas cranianas média e anterior. As patologias destas estruturas podem ter repercussões ao nível orbitário, uma inflamação dos seios perinasais pode ser a causa de uma celulite orbitaria.

Buracos e fissuras
A comunicação da órbita com as estruturas adjacentes faz-se através de aberturas que são fissuras, buracos e canais.
O canal ótico abre-se na fossa craniana média e é atravessada pelo nervo ótico e pela artéria oftálmica.
A fissura orbitaria superior  (encontra-se lateralmente ao canal óptico) e permite a passagem de estruturas que vêm da fossa craniana média:

  • ramos superior e inferior do nervo oculomotor (III)
  • o nervo troclear (IV)
  • nervo abducente(VI)
  • os ramos lacrimal, frontal e nasociliar do nv. Oftálmico (V1)
  • veia oftálmica superior

Na fissura orbitaria inferior permite a comunicação da órbita com as fossas pterigopalatina e infra-temporal e é atravessada por:

  • nervo maxilar
  • nervo zigomático
  • veia oftálmica inferior

Pelo buraco infra orbitário passa o nervo infraorbitário, ramos do maxilar e vasos acompanhantes.

Pálpebra
Pálpebra superior e pálpebra inferior, e entre elas a fenda ou fissura palpebral. As pálpebras unem-se lateralmente e medialmente pelas comissuras palpebrais. No bordo palpebral vamos ter os cílios.
As pálpebras têm como função principal a protecção e lubrificação do globo ocular. A pálpebra superior e inferior podem ser subdivididas em 4 camadas (de fora para dentro):

  1. pele (com glândulas de Moll – sudoríparas e de Zeis – sebáceas), 
  2. camada muscular que permite a mobilidade palpebral
  3. camada fibrosa ou tarso (possui glândulas modificadas chamadas tarsais que segregam uma substancia oleosa responsável pela estamilização do filum lacrimal) que forma o esqueleto da pálpebra
  4. conjuntiva tarsal, que é vascular, e que se junta com a esclerótica bulbar, formando os fundos de saco conjuntivais. 

As pálpebras superior e inferior são semelhantes relativamente à sua estrutura básica apesar da pálpebra superior ser mais móvel, e possuir músculos mais desenvolvidos.

1. Primeira camada da pálpebra – PELE:
Separa-se da camada muscular por uma fina camada tecido conjuntivo laxo
Formada por glândulas de Moll – sudoríparas e glândulas de Zeis – sebáceas que podem ser encontradas na proximidade dos cílios
A pele palpebral superior tem a sua inervação sensitiva dependente da V1 – divisão oftálmica do trigémio
A pele palpebral inferior tem a sua inervação sensitiva dependente da V2 – divisão maxilar do trigémio
Os cílios, projetam-se anteriormente a partir da margem da pálpebra. Na palpebra superior temos cerca de 150 cilios dispostos em 3 fileiras e na pálpebra inferior cerca de 75 cilios dispostos em 2 fileiras. Tal como as sobrancelhas, a principal função dos cílios é a proteção do globo ocular da entrada de poeiras ou suor.

2. CAMADA MUSCULAR

  • Músculo orbicular

Ao caminharmos posteriormente vamos encontrar a porção palpebral do músculo orbicular do olho. O músculo orbicular é formado por duas porções: porção orbital que rodeia a órbita e porção palpebral que se encontra incorporada na estrutura da pálpebra.
Função: Tem como função a oclusão da fenda palpebral.
Inervação: Nervo ciliar


  • Músculo elevador da pálpebra superior

Na pálpebra superior também vamos encontrar o músculo elevador da pálpebra superior, que participa na abertura ativa do olho (FUNÇãO), tem origem no teto orbitário e insere-se na face anterior do tarso superior com algumas fibras a alcançarem a pele.
Inervação: nervo oculomotor
Este músculo apresenta um grupo de fibras musculares lisas – músculo tarsal que auxilia na manutenção da elevação da pálpebra superior sendo inervado por fibras simpáticas.
(A perda de inervação simpática – musc tarsal – provoca apenas ptose parcial; a perda da inervação do oculomotor provoca ptose completa).

3. CAMADA FIBROSA
As lâminas tarsais são as estruturas que conferem firmeza e estrutura à pálpebra. Existe:

  • Tarso superior – de maiores dimensões
  • Tarso inferior

São placas de tecido conjuntivo denso que se inserem em estruturas ósseas adjacentes através dos ligamentos palpebrais (medial e lateral)
No interior do tarso existem umas glândulas sebáceas modificadas que vão drenar na margem livre da pálpebra – Glândulas tarsais ou de Meibomius – segregam uma substância oleosa responsável pela estabilização do filme lacrimal.
Septo orbital – encontra-se profundamente ao músculo orbicular, e é uma extensão de periósseo, que ajuda na contenção das estruturas intra-orbitárias.

4. CONJUNTIVA TARSAL
A conjuntiva é uma fina membrana mucosa vascular que recobre:

  • a face interna das pálpebras – pode ser chamada de conjuntiva tarsal ou palpebral
  • se recobrir a face externa da esclerótica – conjuntiva bulbar
  • no local de união destas duas porções vamos encontrar superiormente e inferiormente os fundos de saco conjuntivais
  • Juntamente com a superfície da córnea estas porções da conjuntiva vão formar o saco conjuntival

A conjuntiva tarsal forma a última camada da pálpebra

Aparelho lacrimal
É formado pelas:

  • glândulas lacrimais – encontra-se localizada inferiormente à margem temporal superior do osso da órbita; em condições normais não é visível ou palpável. É dividida pelo tendão do músculo elevador da pálpebra em duas porções:
    • órbitária – de maiores dimensões
    • palpebral – mais pequena (1/3 do volume total da glândula)
  • pontos lacrimais superiores e inferiores, que correspondem á abertura lateral respetivamente dos canalículos lacrimais superiores e inferiores, que drenam no saco lacrimal, que comunica com a fossa nasal pelo ducto nasolacrimal. 
  • Existem ainda múltiplas pequenas glândulas lacrimais acessórias – Kraus e Wolfring

A lágrima tem uma função importante na manutenção da integridade das estruturas do olho expostas ao ar ambiente.
O filme lacrimal é uma estrutura complexa constituída por 3 camadas diferentes:

  • Camada lipídica – produzida pelas glândulas de Meibomius
  • Camada aquosa -  (maiores dimensões) produzida pelas glândulas lacrimais
  • Camada mucosa - produzida pelas células caliciformes da conjuntiva
Agora que ficaste a saber tudo sobre a anatomia interna vamos-te falar sobre a anatomia interna do olho.